sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Tempora, O Mores: Entrevista sobre Cessacionismo e Continuismo

O Tempora, O Mores: Entrevista sobre Cessacionismo e Continuismo: Fiquei imaginando o que eu diria se fosse entrevistado sobre a cessação e a continuação dos dons espirituais mencionados na Bíblia, e daí ...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Bereanos ou Cretenses?








Foi por ocasião de sua segunda viagem missionária que o apóstolo Paulo conheceu os bereanos. O escritor do livro de Atos, cremos que Lucas, adjetivou os judeus bereanos como “mais nobres” do que os de Tessalônica. Certamente porque eles receberam a mensagem do Evangelho, pregada por Paulo e Silas, com mais avidez. Notariamente eles tiveram um interesse diferenciado e se preocuparam em conferir nas Escrituras tudo que Paulo pregava. Muitos homens e mulheres de alta posição daquela sociedade se converteram a Cristo. Até hoje destacamos a nobreza dos bereanos quando queremos exortar às pessoas a conferirem na Bíblia Sagrada o que estão ouvindo por boca dos muitos pregadores. Certamente se houvesse uma conferência mais interessada com tudo que se ouve sobre o Evangelho e sobre o próprio Deus, não estaríamos vivendo um sencretismo religioso tão aguçado e, com certeza, não nos sentiríamos tão envergonhados com a representatividade da fé evangélica em nosso país.

A expressão sincretismo tem origem grega e significa “fusão de crenças”. Dizem que os cretenses esqueciam as diferenças internas a fim de se unir à combater um mal maior. Sincretismo é agir como os cretenses agiam, unir coisas díspares, apesar das diferenças, a favor do que é semelhante. Religiosamente falando, o sincretismo é uma mistura de conceitos religiosos, uma expécie de ecumenismo.

Em princípio, algumas pessoas poderiam pensar que esta junção de conceitos religiosos é algo positivo. Mas, definitivamente, não o é. O sincretismo gera uma espiritualidade rasa trazendo confusão à mente e perturbação ao coração.

Talvez um bom exemplo de sincretismo seja o personagem descrito no livro de Atos dos apóstolos de nome Elimas. A Bíblia diz que este indivíduo era judeu, mágico, falso profeta e atendia pelo nome de Barjesus. Como judeu ele conhecia a sua forte tradição religiosa. Obrigatoriamente ele conhecia as leis de Moisés e todos os usos e costumes da religião judaica. Também era um mágico. A magia era uma prática considerada de ocultismo e proibida pela religião judaica. Como se não bastasse, Elimas era um falso profeta, atrevia-se a falar em nome de Deus. Finalmente, para completar sua sindrome sincrética ele atendia pelo nome de Barjesus, ou seja, filho de Jesus. Ele era de tudo um pouco, ou, do pouco, queria ser tudo.

Tendo o dom espiritual do discernimento, o apóstolo Paulo o chamou de filho do diabo, cheio de todo o engano e malícia, inimigo de toda a justiça e que tentava perverter os retos caminhos do Senhor. Tais palavras revelam a interpretação bíblico-espiritual do que é o sincretismo religioso. Deus confirmou as palavras de Paulo, fazendo com que uma névoa e escuridade caissem sobre aquele homem. O resultado foi uma cequeira total ainda que não definitiva. Ele ficou cego por algum tempo.

Em nossos dias percebemos a triste realidade de que sobrevive o sincretismo religioso. Lamentavelmente algumas instituições religiosas crescem o número de seus membros tendo como principal estratégica a mistura de fé, doutrinas, crenças e crendices. Nelas se percebem um viés de cristianismo, à medida que falam em nome de Jesus e usam a Bíblia; mas, também, de espiritualismo com linguagem específica, vestimentas e práticas de ocultismo. Como se possível fosse um espiritismo evangélico. Percebe-se também uma espécie de neo-catolocismo com suas práticas pagãs atribuindo poder aos objetos de uso litúrgico, novenas e procissões.

Em meio a tanta confussão algumas pessoas simplesmente se desencantam com as instituições religiosas. Pensando que todas elas, como diz o adágio popular, “são farinha do mesmo saco”. Ser um cristão em nossos dias e confessar isso publicamente nunca foi tão desafiador. Para muitos, isto tem sido constrangedor. Não porque se envergonham de Cristo, muito pelo contrário. Mas, é fato, se envergonham das instituições religiosas que pretenciosamente se auto denominam de Igrejas.

A Igreja conforme o conceito bíblico é UNA, CATÓLIA e APOSTÓLICA. Como um corpo humano, assim é a Igreja. Um só corpo, com muitos membros, possuindo uma só cabeça. Católica por ser universal. A igreja não é propriedade de um povo específico. Não importa a localização, o idioma ou a cultura. Onde estiver um discípulo de Jesus, alé está a igreja está presente. A igreja é apostólica, ou seja, baseada na doutrina dos apóstolos de Cristo Jesus. O fundamento que não pode ser alterado. O fundamento é Jesus Cristo, a Rocha, a Pedra principal.

Não existe uma verdade para cada um. Uma moral para cada um, conforme a interpretação dominante. Deus é verdadeiro e mentiroso todo os homens. A Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus e não são desprezíveis toda outra regra de fé e prática contrária. Por pensar diferente, alimentamos o sincretismo religioso como se fosse um bicho de estimação.

A leitura que fazemos é de uma igreja muito mais parecida com o Elimas ou, Barjesus, do que Bereana, nobre e que quer saber, pelas Escrituras Sagradas, qual a verdade.

Qual o modelo a seguir? Bereanos ou cretenses? Conferir nas Escrituas tudo que temos ouvido é a cura para a fé cristã da atualidade, caso contrário, faremos parte de instituições religiosas sincréticas que, em nome da tolerância, abre mão da verdade bíblica.

Por Ricardo Mota

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Livro "Poder Global e Religião Universal"

 
Autor: Juan Claudio Sanahuja
Descrição: A crise da Igreja é grave. Tenho a impressão de que não se esconde de ninguém que o cataclismo social – que afeta o respeito à vida humana e à família – tem essa triste situação como causa. Michel Schooyans afirma, sem nenhuma dúvida, que a Nova Ordem Mundial, "do ponto de vista cristão, é o maior perigo que ameaça a Igreja desde a crise ariana do século IV", quando, nas palavras atribuídas a São Jerônimo, "o mundo dormiu cristão e, com um gemido, acordou ariano".
(...) Soma-se à atitude vacilante de muitos católicos a ditadura do oliticamente correto, muito mais sutil que as anteriores e que reivindica a cumplicidade da religião, uma religião que por sua vez não pode intervir nem na forma de conduta nem no modo de pensar. A nova ditadura corrompe e envenena as consciências individuais e falsifica quase todas as esferas da existência humana.
A sociedade e o estado excluíram Deus, e "onde Deus é excluído, a lei da organização criminal toma seu lugar, não importa se de forma descarada ou sutil. Isto começa a tornarse evidente ali onde a eliminação organizada de pessoas inocentes – ainda não nascidas – se reveste de uma aparência de direito, por ter a seu favor a proteção do interesse da maioria".
Adquira o livro através da Editora Ecclesiae: http://www.ecclesiae.com.br/Poder-Global-e-Religiao-Universal

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O silêncio religioso sobre a perseguição cristã


Neste mês, o pastor Youcef Nadarkhani completa mil dias de cárcere em Lakan, uma notória prisão no norte do Irã. Acusado de apostasia, o Sr. Nadarkhani encara uma sentença de morte por não renegar sua fé cristã, que é sua religião desde a infância. Embora ele seja um exemplo de devoção sincera e represente o que acontece com outros milhões que sofrem a mesma repressão, a história dele é pouco conhecida.

A coragem do Sr. Nadarkhani e a tenacidade de seus apoiadores – muitos deles meros fiéis espalhados pelo Twitter e outras redes sociais alertando o mundo para essa situação – lembram grandes campanhas pelos direitos humanos dos últimos tempos: a luta contra o apartheid na África do Sul e a mobilização para ajudar os judeus soviéticos a emigrarem dos países da Cortina de Ferro. Assim como Mandela representou a oposição ao racismo na África do Sul e Anatoly Sharansky exemplificou as justas demandas dos judeus soviéticos, o Sr. Nadarkhani hoje simboliza a situação crítica a qual líderes da Igreja alegaramm que 100 milhões de cristãos espalhados pelo mundo sofrem.
Mesmo assim o Sr. Nadarkhani não tem praticamente nenhum reconhecimento se comparado aos Srs. Mandela e Sharanski. Apesar da crescente brutalidade com que se alvejam os cristãos – atentados à bomba na Nigéria, discriminação no Egito (cristãos são presos lá até mesmo por construírem ou reformarem igrejas) e decapitações na Somália – os americanos continuam amplamente desinformados sobre o quão crítica a situação se tornou, particularmente no mundo islâmico e nos países comunistas como a China e Coreia do Norte.
A principal razão pela qual a opinião pública não foi alertada sobre a perseguição de cristãos é o fato de vários líderes das várias igrejas ignorarem ou tergiversarem a respeito do problema. Se não houver pronunciamentos enérgicos sobre esse assunto, então é falta de realismo esperar que os governos democráticos o façam.
Pegue o Vaticano como exemplo. Em várias ocasiões nos últimos anos, o Papa Bento XVI falou sobre a perseguição de cristãos no Egito, Paquistão, Somália e outros lugares. Mas nem o Papa nem um oficial sênior do Vaticano propuseram uma opção política para combater essa repulsiva tendência. Algumas dessas opções podem ir desde uma vinculação comercial e assistência financeira de modo a demonstrar um comprometimento com a liberdade religiosa, até melhorar a segurança em igrejas e outras instituições ou reforçar a ajuda militar a países como Nigéria e Quênia, onde milícias islâmicas estão aterrorizando os cristãos.
Nos Estados Unidos, cleros de todas as denominações, especialmente os influentes evangélicos, poderiam levantar na Casa Branca e no Departamento de Estado os arquivos sobre a perseguição aos cristãos. As condições são propícias para uma campanha pública organizada e os esforços judiciais em nome dos judeus soviéticos oferecem um modelo valioso.
Vinte e cinco anos atrás, uma passeata em Washington D.C. pela causa dos judeus soviéticos atraiu mais de 250.000 participantes de todos os setores da comunidade judaica. Dado que uma parte significativa dos 250 milhões de cristãos deste país é engajada politicamente, não é exagero acreditar que uma iniciativa semelhante em nome dos cristãos perseguidos poderia atrair uma multidão de mais de um milhão.
Mas para isso acontecer, primeiro é preciso um mar de mudanças no pensamento dos líderes das igrejas ocidentais. Para começar, eles devem se despir da aura de ingenuidade que turva seus testemunhos a respeito das perseguições. Ao longo dos anos sombrios da existência da União Soviética, os bispos ortodoxos se desesperaram com a disposição dos forasteiros para tomar ao pé da letra as suas garantias – oferecida com o olhar nervoso das autoridades – de que a vida não era tão ruim assim. Podemos constatar uma tendência similar hoje em dia em relação ao mundo islâmico.
Líderes cristãos dos países muçulmanos estão preocupados se sobrevivem para um novo dia. Podemos ajuda-los não entrando em diálogos insossos, mas compelindo seus governantes a respeitarem a liberdade de culto, bem como seu desejo de conter a enxurrada de cristãos que fogem da opressão para portos mais seguros.
As igrejas também precisam dar um reset nas suas prioridades. É uma amarga ironia que Israel, o único país no Oriente Médio onde os cristãos podem viver em liberdade, seja o principal foco de opróbrio das igrejas.
Numa convenção anual realizada neste mês, presbiterianos da América aprovaram uma campanha de desinvestimento visando comunidades judaicas na Cisjordânia. O Pastor Nadarkhani não foi sequer mencionado. Nos dias de convenções episcopais, mais tarde, as resoluções sobre Gaza e o processo de paz israelense-palestino entraram na pauta, mas o pastor iraniano foi igualmente ignorado. Quanto aos atentados às igrejas na África e na Ásia, é como se eles nunca tivessem acontecido.
 
Ben Cohen mora em Nova York e é escritor de assuntos relacionados à política internacional.
Keith Roderick é padre episcopal na Diocese de Springfield, Illinois.

Tradução: Leonildo Trombela Junior

domingo, 15 de julho de 2012

Pais gays são prejudiciais para as crianças?

 

Por Charles C. W. Cooke

Não é preciso uma opinião conservadora para ver que “diferentes” significa, quase sempre, “pior”.

Em seu novo estudo publicado pela Social Science Journal, Mark Regnerus faz uma pergunta: “Quão diferentes são os adultos criados por pais que possuem relacionamentos homossexuais?” A resposta para isso – tanto na literatura acadêmica quanto no imaginário do público americano – mudou dramaticamente em menos de uma geração. “Quinze anos atrás”, explicou Regnerus em um evento no neutro Institute for American Values, famílias biológicas heterossexuais eram “consideradas reflexivamente como o melhor ambiente para crianças”. Subsequentemente, isso deu lugar para a noção de que não havia “nenhuma diferença significativa” na criação de crianças em arranjos familiares não-tradicionais. Finalmente, sugeriu-se que crianças “podem se sair melhor sendo criadas por um casal gay”.

Ainda que haja pouquíssimas evidências que dão suporte a essa conclusão, defensores do casamento homossexual e da adoção gay declararam que a ciência já o provou. Talvez a mais famosa dessas declarações é um artigo de 2010, escrito pelos cientistas sociais Judith Stacey e Timothy Biblarz, que propalou que “baseado estritamente em publicações científicas, pode-se argumentar que duas mulheres criam uma criança melhor do que uma mulher e um homem, ou pelo menos uma mulher e um homem com uma divisão tradicional de papéis familiares”. Esse argumento – de que pais homossexuais são iguais ou melhores do que as estruturas familiares tradicionais – encontrou seu caminho em nosso diálogo acadêmico, legal e cultural, e raramente é questionado. Daí a declaração da Nona Corte de Apelação: “Crianças educadas por pais gays ou lésbicas podem ser tão saudáveis, bem-sucedidas e bem-ajustadas quanto crianças educadas por pais heterossexuais. Pesquisas que apontam para essa conclusão são indubitavelmente aceitas no campo da psicologia do desenvolvimento.”

O estudo de Regnerus foi desenvolvido para reexaminar essa questão – uma tarefa difícil, para dizer o mínimo – ao expandir a amostragem analisada e aprimorar a metodologia das pesquisas anteriores. O Censo dos EUA, por exemplo, coleta uma porção de informações úteis, mas, por não conter questões sobre orientação sexual, muito de sua contribuição ao assunto deve ser inferido. Da mesma forma, muitos estudos acadêmicos que utilizam a “técnica bola-de-neve” de amostragens pequenas – um processo no qual os sujeitos que participam do estudo recrutam pessoas conhecidas para participarem dele – podem ser confusos. Um desses estudos, abordado no artigo de Regnerus, analisou mulheres que leem jornais e frequentavam livrarias e eventos lésbicos; o problema com essa abordagem popular é que ela restringe a amostragem aos mais educados, ricos e socialmente similares, resultando em uma compreensão limitada. Estudos assim pulularam nos últimos anos.

Em busca de suas respostas, Regnerus entrevistou 15.088 pessoas. Destas, os pesquisadores encontraram 175 pessoas que foram criadas por mães que estavam em um relacionamento lésbico, e 73 pessoas que foram criadas por pais que tiveram relacionamentos gays – ainda assim, um grupo relativamente pequeno.

A primeira coisa que Regnerus descobriu foi que residências gays com crianças são localizadas nas mesmas áreas geográficas que os lares de casais heterossexuais com crianças. Ao contrário do que se pensa, não há concentração real de crianças onde gays vivem em massa. Por exemplo, como há poucas crianças nas residências de San Francisco, há também poucas crianças vivendo com gays em San Francisco. De fato, a Georgia é o estado com mais crianças vivendo com casais do mesmo sexo. Apesar da fama de serem menos amigos dos gays, os estados do Meio-Oeste americano estão bem representados na medição demográfica de casais gays com crianças. E, fazendo jus à tendência geral, casais gays latinos têm mais crianças do que casais gays brancos.

Regnerus descobriu que as crianças do estudo raramente passaram suas infâncias inteiras nas casas de seus pais gays e seus parceiros. Apenas dois dos 175 sujeitos que declararam ter a mãe em um relacionamento lésbico passaram toda a sua infância com o casal, e nenhuma criança estudada passou toda sua infância com dois homens gays. Os números também caem bastante quanto ao tempo decorrido: por exemplo, 57% das crianças passaram mais do que 4 meses com mães lésbicas, mas apenas 23% passaram mais de 3 anos com elas. Isso é muito interessante, mas tem implicações sérias para o estudo – implicações sobre as quais voltarei a falar depois.

Por último, Mark Regnerus buscou responder se as crianças com pais em relacionamentos homossexuais experimentaram desvantagens quando comparadas com crianças criadas por seus pais biológicos. A resposta, contra o zeitgeist, parece ser um retumbante sim. Crianças com pais em relacionamentos homossexuais possuem baixo desempenho em quase todos os quesitos. Algumas dessas diferenças podem ser relativamente inofensivas – como em que presidente votaram na última eleição, por exemplo –, mas a maioria não é. Um déficit é particularmente preocupante: menos de 2% das crianças de famílias biológicas intactas sofreram algum tipo de abuso sexual, mas o número correspondente às crianças de casais homossexuais é de 23%. Igualmente perturbador é que 14% das crianças de casais homossexuais passaram algum tempo em abrigos temporários, comparado com 2% do total da população americana. Índices de prisão, contato com drogas e desemprego são bem maiores dentre filhos de casais homossexuais.

O que podemos concluir disso? Bom, é aqui que a coisa se complica. Comparar filhos de pais homossexuais com o “padrão-ouro” – ou seja, pais biológicos que permaneceram casados – é problemático. Dado como o estudo foi feito, alguém poderia perguntar justamente se a questão não é tanto a comparação entre criação homossexual e criação heterossexual, mas entre instabilidade e estabilidade na infância. Por definição, qualquer filho de duas pessoas do mesmo sexo sentirá falta de pelo menos um de seus pais biológicos e provavelmente experimentará alguma instabilidade em mudar da díade biológica para qualquer arranjo que a substitua. E, como explicado acima, a maior parte dos sujeitos do estudo passaram apenas alguns anos com pais do mesmo sexo, o que torna provável que seu arranjo familiar mudou mais de uma vez e, assim, resultou em uma infância instável.

Ademais, dado que o estudo é um retrato de um período de tempo que precedeu a legalização do casamento homossexual (em alguns estados), alguém poderia especular que o estigma social teve seu papel nos dados de Regnerus, e que tal estigma terá um efeito menor em pesquisas futuras. De fato, poder-se-ia afirmar que o estudo de Regnerus poderia ser utilizado para justificar o casamento gay no sentido de que desaprovação social a casais gays não-casados gera a própria instabilidade que leva as crianças a passar por experiências negativas: o casamento de parceiros gays leva ao melhoramento da estabilidade familiar e, portanto, é benéfica para as crianças. Considero isso como um passo muito avançado, pois o alto índice de divórcio entre os gays não indica que casais homossexuais serão em breve um modelo de estabilidade –, mas pode merecer alguma reflexão.

O estudo de Regnerus é um sucesso na medida em que responde à questão fundamental se crianças educadas por casais homossexuais são diferentes: está claro que sim, e não é preciso uma opinião conservadora para ver que “diferentes” significa, quase sempre, “pior”. É discutível, todavia, se isso é culpa das famílias homossexuais ou da instabilidade. De fato, a maior conclusão do relatório não é de que famílias homossexuais sejam negativas, mas mais uma afirmação de que famílias biológicas intactas são uma positivas. De modo simples, se você quer que seus filhos tenham uma vida melhor, você deveria tê-los dentro de um matrimônio e mantê-lo firme. Mas isso nós todos já sabíamos.

Charles C. W. Cooke é editor associado da National Review, onde este artigo foi originalmente publicado.

Tradução: Felipe Melo, editor do blog da Juventude Conservadora da UnB.

sábado, 14 de julho de 2012

Jean Wyllys e o Ernst Höhm: um caso de amor que não ousa dizer o nome

Ernst Höhm foi o mais poderoso chefe da SA ou dos “camisas pardas”, o grupo paramilitar de Hitler, e um dos mais de seus destacados chefes nazistas, antes do famoso massacre em julho de 1934, quando centenas de membros do Partido Nazista foram assassinados pelo ditador. Uma das questões mais curiosas, senão doentias de Höhm era a sua cosmovisão de violência revolucionária e sua idolatria egocêntrica ao homossexualismo. Na verdade, Hitler eliminou o chefe da SA porque este se tornou uma ameaça à estabilidade do regime, como também a SA havia se tornado uma confraria homossexual de Höhm. Mas o que pensava Höhm a respeito? Homossexual assumido, Höhm pregava, intramuros, que a homossexualidade deveria ser um objeto de culto idolátrico entre seus partidários. Era uma forma de coesão interna e culto místico de lealdade entre seus membros, junto com a concepção arianista da raça. Alguém notará alguma semelhança ou coincidência com os métodos, estruturas de pensamento e coesão grupal do movimento homossexual atual? A diferença é que a camisa mudou de cor. É rosa ou arco-íris.
Recentemente, o deputado e militante homossexual Jean Wyllys escreveu uma carta ameaçadora ao jornalista Olavo de Carvalho, esperneando com os mais grotescos impropérios, em razão das declarações que o dono do Mídia Sem Máscara fez em seu programa, True outspeak. Não custa nada avaliar as frases delirantes do deputado do PSOL:
“Pelo visto o Sr. não sabe o que é uma democracia, tendo em vista que sua pretensão é criar um Estado Fascista, pois buscas tolher toda e qualquer direito adquirido pelo povo LGBTS, que, através da minha legislatura, conseguiram o direito fundamental ao casamento e à adoção de crianças”.
Jean Wyllys não nos prova nada desse “Estado fascista” preconizado por Olavo de Carvalho. Pelo contrário, se atentarmos aos esquemas mentais de Wyllys, e mesmo a ideologia do seu partido, podemos ver os elementos mais odiosos do fascismo na doutrina do PSOL: o Estado onipotente controlador da vida social, da economia e da sociedade civil, aparelhada pelo Partido único. Fascista, no sentido ideológico da palavra, é Jean Wyllys. Mas não custa nada observar mais: Jean Wyllys tem outro componente visível da mentalidade fascista, que é não aceitar as dissidências. Ou seja, se alguém discordar do movimento gay, do dito “casamento homossexual” e adoção de criança por homossexuais, o lugar desejado pelo deputado é a cadeia.“Democrático” é aceitar irrefletidamente as doidices de Jean Wyllys. “Fascista” é discordar dele.
Por outro lado, Jean Wyllys mostra uma face bem mais obscura, que é o da pedofilia. Analisemos o fragmento de sua carta:
“Durante o referido programa, ambos, além de todos os ataques homofóbicos, induziram o público a acreditar que sou o defensor da legalização da pedofilia - o que é totalmente mentiroso de sua parte. Defendo, sim, o direito de qualquer pessoa poder dispor do seu corpo da forma que bem entender - inclusive as crianças, pois estas têm as mesmas necessidades que os adultos e não são propriedades de ninguém. Suas declarações criminosas contra mim não ficarão impunes”.
A pergunta que fica no ar é: as crianças têm as mesmas necessidades que os adultos? Se o deputado disser que sim, essa foi uma defesa elementar, ainda que sutil, da liberação da pedofilia. Ora, crianças têm necessidades sexuais? Crianças têm maturidade psicológica para resolver os problemas de sua vida? Confesso que fiquei perplexo com tamanha estupidez, já que quebra qualquer fundamentação jurídica que distingue a maturidade e a incapacidade dos cidadãos, tanto no código civil, como no código penal. Ou mais, quebra qualquer sinal de proteção legal dos jovens, que podem ser vítimas de abusos de toda ordem, tanto de estranhos, como da própria família.
Se as crianças podem assumir quaisquer responsabilidades de adultos, logo, elas podem se casar, assinar contratos, e, inclusive, ter relações sexuais. É pior, se as crianças são “responsáveis” pelos seus corpos, logo, as famílias podem perfeitamente abandoná-las, pelo sinônimo de que são “donas” de si mesmas. Mas sabemos que as crianças não são capazes dessas ações. E daí a lei reconhecer sua incapacidade civil, para protegê-las, sob os cuidados dos pais. Jean Wyllys é claro em dizer que a criança terá a “liberdade” de fazer qualquer coisa com seu corpo. Ou seja, se um pedófilo seduzir uma criança e esta anuir na prática de abuso sexual, logo, para efeitos legais, Jean Wyllys achará lícita a pedofilia? Não é óbvia a malícia do discurso?

Por outro lado, há outra falácia detectada no argumento do deputado: se as crianças serão responsáveis pelos seus corpos, logo, a família perderá o pátrio poder sobre os filhos. Na verdade, percebe-se que a suposta “criação” de direitos da criança é uma forma de usurpação dos direitos de família e da própria criança, seja pelo Estado, seja por qualquer movimento pedófilo da vida. O Estado, o partido, as ongs, ao forjarem “direitos” inexistentes para os menores, acabam por jogá-los contra os pais e, na prática, retiram os verdadeiros direitos reais dos infantes, qual seja, a de serem protegidos contra a violência e o abuso de poder. Tamanha é a perversão de raciocínio do deputado.

O problema é que Jean Wyllys não tem necessariamente um argumento. Tudo o que faz é injetar uma chuva de declarações ad hominem, com chavões panfletários e mastigados pelo uso, para desmerecer seu oponente. Encontramos aqui outro componente fascista, o de destruir o rival político por todos os métodos, apelando a falsa retórica, a intimidação, a prisão e quem sabe, até a morte.

Entretanto, podemos encontrar um componente bem stalinista de seu discurso: acusar de fascista o seu adversário, ainda que não encontremos nem um sinal da ideologia de Mussolini ou de Hitler. Isso é genuinamente bem comunista e foi absorvido pela intelligentsia de esquerda, lá nos idos dos anos 1930, quando Stálin era moda entre os intelectuais. Neste caso, Jean Wyllys associa o que há de pior no fascismo e no comunismo, que é o mecanismo de hostilidade, intolerância, fanatismo e violência.

Em outra carta endereçada a Olavo, ele ainda insiste em afirmar que não defende a pedofilia:
“Eu defendo sim que toda criança tenha direito de dispor da maneira que desejar o próprio corpo, sendo que a única regra que deve ser respeitada em todas as relações hetero e homoafetivas é o respeito e a liberdade”.
Em outras palavras, a única categoria válida na relação de crianças e adultos não é a maturidade de um indivíduo ou a incolumidade da criança, e sim se a natureza da relação sexual hetero será ou homo. Traduzindo, Jean Wyllys está afirmando que o elemento central a ser “respeitado” é a liberdade sexual entre crianças. O problema é que ele é intelectualmente incapaz de perceber a incoerência lógica do seu discurso,. Ou quem sabe, que ele seja incrivelmente desonesto e perverso. O que denota aquilo que Olavo de Carvalho, com razão, detectou: é um semi-analfabeto.
Resta saber o que o deputado quis dizer com essas palavras ameaçadoras:

“Saiba, pois, que sou um Deputado Federal, detentor de imunidade parlamentar, a qual é importante, diante das tentativas desenfreadas da direita fascista tolher a liberdade dos cidadãos LGBTS - aliás, sempre por parte de reacionários seguidores de sua filosofia sanguinária e despótica”.
Não custa nada perguntar o que significa aí “filosofia sanguinária e despótica”? Curioso, pois Jean Wyllys é membro de um partido que prega a ideologia comunista, o sistema de governo mais sanguinário e genocida da história humana, e que ganha de goleada do nazismo em matéria de assassinatos em massa. É chocante perceber que o deputado não tem raciocínio lógico, não tem linha de argumentação, mas tão somente histeria canina e notório desequilíbrio mental. Olavo de Carvalho prega a morte de alguém? Eu nunca vi. Mas Jean Wyllys prega cadeia para os dissidentes, censura da liberdade de imprensa e processos na justiça, pelo único crime de discordar da sua agendinha homossexual (e por que não?) pró-pedófila.

Ao declarar tantas tolices, tantas mendacidades, Wyllys ainda apela a carteirada típica da vigarice dos políticos de Brasília: usa e abusa da imunidade parlamentar, para não responder pelos seus próprios atos. Ele diz, claramente, que a impunidade aparente da imunidade pode dar carta branca para ele fazer tudo que der na sua cabeça.

Jean Wyllys demonstra ter completo transtorno psicológico ao escrever esse trecho para o Olavo:
“A partir de amanhã vou lutar, junto aos órgãos competentes, pela sua deportação para o Brasil, diante dos crimes contra a humanidade que são cometidos pelo sr., incentivando a violência contra homossexuais e pessoas que possuem ideologia diversa da direita fascista”.
Crimes contra a humanidade? Qual? Olavo de Carvalho matou gente na Síria ou no Sudão? Dirigiu alguma ditadura sanguinária? Na verdade, Jean Wyllys incorreu no crime de calúnia, tipificado no código penal. No entanto, é claro que “crime contra a humanidade” é um conceito bastante seletivo para Jean Wyllys e as esquerdas. Alguém já o ouviu criticar a perseguição aos homossexuais em Cuba ou pedir a extradição de Fidel Castro? Ou será que o mesmo terá coragem de pedir cadeia para Armadinejah, pelo mesmo ofício de enforcar gays no Irã? Pelo contrário, entre o PSOL, o regime sanguinário de Cuba e do Irã, são só amizades e elogios.

Falei inicialmente de Ernst Höhm. Falei da SA e da confraria nazista louca de homossexuais.Jean Wyllys, esse notório insignificante, cuja única contribuição na história humana foi aparecer num Reality Show do Big Brother Brasil, é o nosso Ernst Höhm, o nosso Big Brother gay. Bicha mais louca não há.

ADHT: DefesaHetero.org: O ESTADO IDIOTIZADOR - VEJAS AS METAS DO PT E SEUS...

ADHT: DefesaHetero.org: O ESTADO IDIOTIZADOR - VEJAS AS METAS DO PT E SEUS...: CONTRIBIÇÃO DE UM BRASILEIRO DO TWEETER :